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CANÇÃO DO EXÍLIO

Acordei pensando na CANÇÃO DO EXÍLIO, do imortal poeta Gonçalves Dias. O general das badernas é G. Dias. O poeta, que nos enche de ternura e admiração, ele sim, é Gonçalves Dias. Vamos à íntegra deste poema que atravessa os tempos. CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas tem mais flores, Nossos bosques tem mais vida, Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Bom fim de semana às pessoas de coração meigo e sensibilidade para perceber a beleza da obra de Gonçalves Dias!

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ARTHUR VIRGÍLIO. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Arthur Virgílio é diplomata e político do Amazonas, que fez da floresta amazônica e de seus conterrâneos sua principal bandeira de luta.

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